quarta-feira, 29 de junho de 2016

Vídeo: Considerações Sobre a Saída do Reino Unido da União Europeia

Neste vídeo mostro os prós e contras da saída do Reino Unido da Comunidade Europeia. De maneira geral me parece que os britânicos acertaram ao sair da União Europeia. Para assistir clique aqui.

terça-feira, 28 de junho de 2016

Conversando com o Sachsida: Sara Winter

Nesse programa desmascaramos as mentidas contadas sobre o feminismo. Será que as feministas se importam com as mulheres? Para assistir clique aqui.

O Código do Cavaleiro

1. Dizer sempre a verdade mesmo que isso custe sua vida

2. Combater o mal

3. Defender a justiça e proteger os mais fracos

4. Estudar duro, trabalhar duro, e sempre acreditar em você mesmo

5. Lembrar-se de que todos caem, mas os campeões sempre se levantam.

Força e Honra.

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Uma Homenagem a uma Garota Desconhecida, e um arrependimento que trago no coração

Segue uma história real. De novembro de 1990 a julho de 1991 trabalhei como operador de computador na Santa Casa de Londrina. Entrava no serviço as 7:15 da manhã e saia as 18:00 horas. Todo dia quando chegava via uma garota, talvez com seus 12 ou 14 anos de idade.

Dia após dia eu a via quando chegava para trabalhar. Com o tempo passei a lhe acenar e desejar bom dia. Ela era uma paciente, seu quarto ficava próximo da sala de onde trabalhava. Um dia descobri que ela tinha leucemia. Descobri também que a família dela morava numa cidade pequena, e ela ficava quase sempre sozinha no quarto. Estava muito doente, e não podia mais voltar para sua cidade.

Essa garota desconhecida a qual nunca conversei, sequer soube o nome, e sempre vi de longe era linda. Meu coração apertava por saber que ela iria morrer. A mim ela nunca recusou um sorriso, dia após dia ela estava na porta de seu quarto, eu a via e acenava. Mas nunca conversamos.

Nessa época minha família era bem pobre, mas no domingo nosso almoço era sempre gostoso e farto. Eu pensava na garota do hospital, como deveria ser solitário passar o final de semana sozinha. Então tomei uma decisão: iria convidá-la para passar o domingo com minha família, almoçar conosco. Dar umas risadas, conversar um pouco.

Infelizmente nunca fiz isso. Todo dia pensava em chamá-la para passar o domingo em casa, e todo dia falhava. Não sei se foi timidez, ou se foi receio de ser mal compreendido, ou ainda medo de ser inoportuno. Mas não a chamei. O tempo passou e sai da Santa Casa, nunca mais a vi ou tive notícias dessa nobre garota.

Era uma época difícil, mas o sorriso daquela nobre menina sempre alegrava meu dia. A dignidade e nobreza com que ela lidava com aquela situação sempre foi fonte de inspiração. Infelizmente nunca contei a ela como a admirava, como era bom receber aquele sorriso pela manhã. Nunca a vi triste ou reclamando. Nobre garota, saiba que carrego no coração o peso de nunca ter aliviado sua tristeza. Era tão pouco para mim, e talvez fosse tão importante para você. Um simples almoço de domingo pode parecer pouco, mas muitas vezes é muito mais do que imaginamos.

Fica a lição: pequenos gestos (como um sorriso, ou um convite para almoço) são pequenos gestos para alguns, mas podem mudar a vida de outros. As vezes vejo pessoas dizendo que se tivessem outra vida fariam tudo exatamente igual. Considero isso o cúmulo da falta de aprendizado. Podem apostar uma coisa: me arrependo de nunca tê-la chamado para passar o domingo com minha família, me arrependo de nunca ter ido até ela e a convidado para um café. E me arrependo de que ela nunca saberá de como sua simplicidade, nobreza, e sorriso inspiravam e inspiram minha vida.

Considerações Sobre a Decisão do Reino Unido de Deixar a Comunidade Europeia

O debate do dia é sobre a recente decisão da população do Reino Unido deixar de integrar a Comunidade Européia (CE). Essa certamente é uma questão complicada, com custos e benefícios difíceis de mensurar.

Em primeiro lugar, deve-se ter claro que o reino Unido NÃO É signatário do Acordo de Schengen. Isto é, suas fronteiras não são livres a circulação de pessoas de outros países. Não era esse acordo que estava em discussão, logo boa parte da crítica de que os britânicos votaram pela saída da Comunidade Europeia (CE) por questões de xenofobia são simplesmente equivocadas.

A questão da migração que marcou o debate sobre a saída do Reino Unido da CE refere-se a facilidade que estrangeiros (membros de países da CE) tem em trabalhar lá. Por exemplo, parte significativa dos postos de trabalho nos setores de educação e saúde são preenchidos por estrangeiros. Tais postos demandam alto capital humano. Mas nos setores de construção, alimentação, e serviços, onde o capital humano é bem mais baixo, também há forte presença de trabalhadores estrangeiros.

De maneira geral, não gosto do argumento de que migrantes tiram emprego da população local. Afinal, do ponto de vista econômico, migrantes também dinamizam a economia e costumam se empregar em setores onde a população local tem menos vantagens comparativas (em relação ao migrante). Logo, acho tal argumento equivocado. Dessa forma, o argumento do migrante tirando postos de trabalho do cidadão britânico me parece fraco.

Prefiro uma economia aberta a qualquer país do mundo (independente deste país fazer parte da CE), em resumo: por mim abre-se a economia e deixa-se que o próprio cidadão escolha de quem e de onde comprar. Dessa forma, tendo a acreditar que, numa análise puramente econômica e num mundo ideal, seria melhor para o Reino Unido sair da CE. Contudo, não vivemos num mundo ideal. Existem barreiras ao comércio. A própria CE coloca barreiras a produtos produzidos fora de seu bloco. Sendo assim, parece-me evidente que existem claras vantagens econômicas de se pertencer a CE.

Vale também ressaltar que a CE não é um arranjo econômico, mas sim um arranjo político. Depois de séculos de guerras que devastaram o continente os europeus buscam por um arranjo político estável que, apesar de ser por vezes economicamente ineficiente, garanta a paz e a prosperidade na comunidade.

Dadas as condições atuais – a questão da migração (de cidadãos de outros países da CE), a questão geopolítica, e dos ganhos econômicos de se pertencer a um grande bloco econômico – me parecem fortes as razões para se votar pela permanência do Reino Unido na CE. Contudo, eu tenderia a votar contra tal permanência. Abaixo exponho meus motivos.

Quando estive na Europa no começo desse ano me chamou a atenção o expressivo número de bandeiras da Comunidade Europeia. Fiquei surpreso também com a existência de um hino “nacional” europeu. Assim, me parece evidente que o que se busca na CE é a criação de um grande país (e não apenas a formação de um bloco). Gosto demais da ideia (muitas vezes defendida por Milton Friedman) de se votar com os pés. Tal ideia tem como fundamento o pressuposto de países pequenos. Assim, caso a política de um país te desagrade você poderia migrar para outro país (dai o termo votar com s pés). Ora, tal possibilidade desaparece na presença de um país com as dimensões da CE. Isto é, torna-se muito mais difícil a migração. Tornando assim boa parte da população refém das políticas adotadas no grande bloco.

Desagrada-me sobremaneira a concentração de poderes em poucas mãos. A CE é um arranjo burocrático que transfere enorme volume de decisões para burocratas que não foram eleitos e nem tem representatividade em seus países de origem. Isso dá uma grande margem para que “iluminados” passem a governar. Não é incomum ouvir que o povo não sabe de nada e que decisões importantes deveriam ser tomadas pela alta burocracia. Desnecessário dizer que essa é a base de todo regime totalitário. Tirar do povo, para concentrar na alta burocracia, decisões que afetam a cultura, a economia, a história, os hábitos e costumes, a tradição, o senso de dever e de responsabilidade, a identidade nacional, entre outros assuntos fundamentais, me parece um erro grave.

Não nos esqueçamos da famosa lição de Lord Acton: “O poder corrompe, e o poder absoluto corrompe absolutamente”. A CE é a concentração maciça de poder nas mãos de burocratas não eleitos, e que nem devem prestar esclarecimentos a sociedade. É poder demais em poucas mãos, é risco demais. Prefiro um Estado pequeno onde o governante está próximo ao governado. Onde os mecanismos de checagem (check and balance) estejam muito mais visíveis e próximos a população. Eu teria votado pela saída do Reino Unido da Comunidade Europeia, acredito que o povo britânico acertou em sua decisão.

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Se importar feijao é bom, que tal abrirmos a economia?

A manchete de diversos jornais estampa a decisão do governo de permitir a importação de feijão. O argumento é simples: a importação de feijão irá diminuir o preco do feijão. Sim, o argumento esta correto. Contudo, ele nos leva a uma pergunta óbvia: se importar feijão é bom, então por que outras importações seriam ruins?

Ora, a importação aumenta a competição no mercado nacional. Isso implica em mais opções para o consumidor, que por sua vez se traduz em produtos de melhor qualidade a preços mais baixos. Tao bom quanto importar feijão é importar carros, importar computadores, importar roupas, e deixar que o consumidor escolha de quem e de onde comprar.

Abrir a economia é um poderoso estímulo ao aumento da competitividade e da produtividade. A longo prazo a abertura econômica dinamiza o crescimento econômico. Em outras palavras, economias mais abertas são também mais ricas. Mais que isso, são os mais pobres os que mais se beneficiam dessa abertura. Ao tornar os produtos mais baratos os mais pobres tem seu poder de compra aumentado.

Importar feijão melhora a situação dos consumidores, mas melhora ainda mais a situação dos consumidores mais pobres. O mesmo vale para a importação de carros, computadores, e outros produtos. Abaixar o imposto de importação, e diminuir outras restrições não tarifárias, é um poderoso instrumento para melhorar a condição de vida dos mais pobres.

Abre a economia Temer! A abertura econômica precisa entrar na agenda prioritária das reformas de que o Brasil precisa.

Bolsonaro e a estranha decisao do STF

"O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta terça-feira (21) abrir duas ações penais contra o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ). Com a decisão, o deputado se torna réu na Corte pela suposta prática de apologia ao crime e por injúria".

Soa estranha a decisão do STF. Vamos aos fatos, a origem do processo é a frase proferida a deputada Maria do Rosário:

"Fica aí, Maria do Rosário, fica. Há poucos dias, tu me chamou de estuprador, [...] e eu falei que não ia estuprar você porque você não merece. Fica aqui pra ouvir".

Pode-se achar a frase acima de mau gosto, pode-se acha-la inconveniente, mas daí a dizer que a mesma se configura em apologia ao crime é de um absurdo incrível. Onde está a apologia ao crime? Vi pessoas argumentando da seguinte maneira: "se ela não merece ser estuprada então ele quis dizer que tem mulheres que merecem". Tal argumentação imputa a Bolsonaro algo que ele não disse! Bolsonaro disse que ela não merecia ser estuprada, o que de maneira alguma implica que outros deveriam ser!

Deixe-me ser mais claro: quando digo "Joao não merece isso". A frase é clara: Joao não merece isso!!! Contudo, de maneira alguma pode-se depreender da frase que alguém mereca isso. Quando uma pessoa é assassinada costumamos dizer que fulano não merecia morrer assim. Ora isso não quer dizer que alguém mereca morrer assassinado. Usou-se apenas de uma figura de linguagem, uma retórica.

Certa vez disse que um trabalhador não merecia ser roubado. Acaso alguém vai me acusar de fazer apologia a violência? Ora, usando o mesmo argumento de alguns analistas e do STF poder-se-ia inferir que ao dizer que um trabalhador não merece ser roubado eu estaria a dizer que quem não trabalha mereceria ser roubado.... evidente que isso é um absurdo.

Quando digo que um trabalhador não merece ser roubado, de maneira alguma isso quer dizer que eu seja a favor do assalto a não trabalhadores. Quando digo que uma mulher não merece ser estuprada de maneira alguma isso quer dizer que homens devam ser estuprados. Quando digo que o conjunto A não merece ser estuprado de maneira alguma isso implica que o conjunto não-A mereca!!!!

Por fim, resta destacar o óbvio: Bolsonaro é conhecido por seu duro combate ao crime e aos criminosos. Bolsonaro é conhecido por sugerir penas pesadas aos criminosos (entre elas pena de morte para determinados crimes e castração química para estupradores). Bolsonaro esta pagando o preco por fazer uma oposição dura e corajosa ao PT, as esquerdas, e ao politicamente correto.

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