quarta-feira, 23 de abril de 2014

Frente a Frente com o Marcão: Episódio 2 Temporada 2 - Entrevista com Adolfo Sachsida


Entrevista concedida ao Programa Frente a Frente com o Marcão: Episódio 2 Temporada 2 - Entrevista com Adolfo Sachsida. Clique aqui para assistir.

Governo agora quer expurgar preços do índice de preços

Tal como os dissidentes do antigo regime soviético eram expurgados, ou enviados para gulags, membros do governo brasileiro querem expurgar os preços que não se comportam conforme o governo quer... te cuida feijão carioquinha, ou ainda: vão prender o tomate.

Causa enorme estranheza a afirmação de que "(...) alguns técnicos do governo começaram a defender nos bastidores mudanças polêmicas na formulação da política econômica. Diante dos frequentes choques nos preços de produtos in natura por causa de problemas climáticos, eles acreditam que esses itens deveriam simplesmente ser retirados do cálculo do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA)".

Será que é essa a maneira de se combater a inflação? Expurgando os dissidentes? Expulsando o chuchu? Vamos agora aos argumentos dos iluminados defensores dessa ideia absurdamente estúpida:

1) "(...) o tomate e o chuchu, por exemplo, não deveriam influenciar o IPCA total, uma vez que não são produtos insubstituíveis".

Resposta) Meus alunos de introdução a economia já aprendiam que os índices de preço tem falhas, entre elas o fato de não levarem em consideração a substituição de produtos mais caros por outros mais baratos. Só agora os gênios descobriram isso? Vejamos, quando o preço dos alimentos ajudou a inflação a permanecer baixa niguém se lembrou desse argumento. Aliás, existe algum produto que não seja substituível? Se estudassem um pouo mais saberiam que, a determinado preço, todo bem possui um substituto. Mas sigamos em frente, os iluminados querem construir um índice de preços apenas com bens insubstituíveis??? É isso mesmo que esses gênios estão propondo??? Quantos bens irão compor essa cesta de consumo? Ahh quase me esqueço, uma cesta de bens com essas características simplesmente não teria representatividade para representar a população, ou seja, seria um péssimo índice de preços.


2) "Eles afirmam que inflação teria de ser medida por itens que não podem ser trocados por outros, como combustíveis ou alimentação fora de casa".

Resposta) ERRADO. Ambos esses bens podem ser substituídos. Aliás, é extremamente fácil substituir alimentação fora de casa. Basta que se leve marmita ao trabalho (hábito este muito comum nos Estados Unidos). No fundo, a preocupação dos iluminados não é a substitutibilidade dos bens, mas sim uma maneira de se controlar artificialmente a inflação.


3) "Nos Estados Unidos, por exemplo, não há alimentos no índice oficial de inflação por uma questão simples: se você vai ao mercado e vê o tomate caro, você pode substituir por outra coisa. A gente faz isso com morango. Ninguém come morango o tempo inteiro".

Resposta) Tal afirmação tem uma profundidade quase filosófica "ninguém come morando o tempo inteiro"... nem morango e nem brioches acrescentaria eu.... opa quase que eu me esqueço, pra variar está ERRADA a afirmação referente aos Estados Unidos. Nos EUA, o índice de inflação mais comum é o consumer price index (CPI). E adivinhem só o que tem na composição do CPI??? Isto mesmo: alimentos fazem SIM parte do CPI. Se você não acredita em mim, basta clicar aqui: http://stats.bls.gov/cpi/cpifaq.htm#Question_7 (ou agora vão querer argumentar que não existem substitutos para leite, café, cereais, galinha, etc.).


4) "Essa é uma discussão interessante e oportuna. Será que o IPCA é o melhor índice para o Brasil guiar a política monetária?"

Resposta) Que tal usarmos outro índice? Que tal o IGP-M que cravou 7,3% nos últimos 12 meses? Ou então que tal usarmos o núcleo de inflação do IPCA calculado pelo próprio BACEN? Em 12 meses este índice acumulou 6,4% em março (6,6% se usarmos a dupla ponderação). Por qualquer índice a inflação no Brasil está ALTA!!! Será que é tão difícil entender isso????

Não dá pra ter assessores tão ruins assim na equipe econômica. Inflação se combate com políticas monetária e fiscal austeras, não com expurgos mágicos.

segunda-feira, 21 de abril de 2014

quinta-feira, 17 de abril de 2014

VideoCast do Sachsida: Alguém por favor acorda o Presidente do BACEN!!!

Neste vídeo faço um pedido humilde: por favor, alguém acorde o presidente do Banco Central!!! Não dá mais para aceitar tanta falta de compromisso no combate a inflação. Para assistir clique aqui.

quarta-feira, 16 de abril de 2014

21 Perguntas Sobre a Copa do Mundo

21 perguntas que gostaria de saber a resposta no que se refere a Copa do Mundo no Brasil.

1) Tem controlador de voo em número suficiente para coordenar o aumento no número de voos?

2) Temos estrutura física nos aeroportos para suportar o incremento de aviões e passageiros?

3) Tem taxi?

4) Temos um plano B no caso de uma ameaça terrorista? Qual a preparação contra ataques terroristas?

5) Vai ter energia?

6) Com chuva, como fica o trânsito?

7) Se ocorrerem protestos, de onde virá o efetivo de segurança extra necessário?

8) A "Voz do Brasil" vai continuar durante a Copa?

9) Vai poder ter greve?

10) Como será o apoio aos estrangeiros que não falam português?

11) Algum dia saberemos a quantidade de recursos públicos gasta com esse evento?

12) O BNDES vai cobrar de volta o dinheiro que emprestou para a realização da Copa?

13) O que faremos com os elefantes brancos, quero dizer, com alguns dos estádios construídos para a Copa?

14) O que vai acontecer com a produção em nosso país? Afinal, serão feriados extras, problemas de trânsito, impossibilidade de uso de aeroportos, etc.

15) O governo vai culpar a Copa pelo aumento na inflação?

16) Temos policiais em número suficiente para garantir um evento dessa magnitude e, ao mesmo tempo, manter a ordem pública?

17) Os telefones celulares irão funcionar?

18) Vai ter ônibus?

19) Tem risco de faltar água?

20) Se ocorrerem manifestações de rua, qual a estratégia de contenção?

21) Se o Vasco disputasse a Copa do Mundo, ele seria vice-campeão?

segunda-feira, 14 de abril de 2014

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