quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Finalmente entenderam que o BACEN abandonou o regime de metas de inflação


Demorou... mas finalmente caiu a ficha: a imprensa finalmente notou que o Banco Central abandonou mesmo o regime de metas de inflação.

Claro que para quem acompanha esse blog isso não é novidade nenhuma. Notem que esse blog foi o primeiro a afirmar isso. Já no dia 16 março de 2011 tinha alertado para isso no post abaixo:

Mudança no Sistema de Metas de Inflação

"(...) O BC não tem legitimidade para sozinho alterar o horizonte do sistema de metas. Se o BC quer falar sobre convergência da inflação, para o centro da meta, em horizontes superiores a 1 ano, ele deve informar claramente à sociedade que está alterando o horizonte de tempo do regime de metas. (...)
".


Mas não foi só isso. No dia 07 de março de 2012 escrevi:

BACEN reduz SELIC para 9,75%

"(...) O Banco Central reduziu a taxa SELIC para 9,75%. Como esse blog já alertou desde o começo do ano passado, fica evidente que o BACEN desistiu do regime de metas de inflação. (...) Novamente esse blog pergunta: quem autorizou o BACEN a abandonar o regime de metas de inflação?"



Num artigo que foi publicado pela Folha de São Paulo, em 22 de setembro de 2012, deixo claro que:

O Banco Central deve explicações

"(...) Durante todo o ano de 2011, além de não tentar reduzir a inflação para a meta, o Bacen ainda emitiu diversos sinais de que a preocupação era com a convergência da inflação para a meta apenas no ano seguinte. Basta ler o decreto 3.088, de 1999, para ficar evidente que o Bacen não tem permissão para isso. Eis o texto do primeiro artigo, primeiro parágrafo: "As metas são representadas por variações anuais de índice de preços de ampla divulgação". Ou seja, o Bacen deve perseguir a meta de inflação durante o ano corrente, e não para o ano seguinte. (...)".



Estes foram apenas alguns dos inúmeros posts onde critiquei a atuação do Banco Central do Brasil. O BACEN é diretamente responsável pelos maus resultados no combate a inflação que tem caracterizado o Brasil nos últimos 3 anos. Não só isso, toda a credibilidade do BACEN está sendo jogada fora. Pergunto uma vez mais: quem deu autorização para o BACEN abandonar o regime de metas de inflação?


7 comentários:

Anônimo disse...

Pra mim, um BC que desde 2005 e até 2014, mantém um centro da meta em 4,5 só pode estar brincando.

Já passamos, nesse período, por fases de crescimento e de recessão e sequer foi cogitado mexer na meta.

Na atual fase da economia brasileira e mundial, já deveríamos estar com uma meta de 3,0-3,5!

Um absurdo o uso do "jeitinho" Mantegoso.


Anônimo disse...

Prezado Sachsida, o Dr. dinheiro do fantastico acaba de falar em bolha na globo news

Anônimo disse...

O Estadão de hoje também trás um resumo de um relatório da consultoria ACPastore indicando isso.

http://economia.estadao.com.br/noticias/economia+geral,meta-de-inflacao-verdadeira-e-de-55-afirma-pastore,140983,0.htm

Finanças Inteligentes disse...

Concordo que a credibilidade do BC caiu bastante nos últimos anos. Mas acho que a culpa maior é do governo federal, que não fez a sua parte. Demanda muito aquecida e oferta estagnada. Plano de crescimento é baseado no incentivo ao consumo (endividamento) interno, mas esqueceram da outra ponta. Nossa política econômica é de chorar.

Abcs,

Anônimo disse...

Começou: http://economia.estadao.com.br/noticias/economia+geral,caixa-securitiza-r-24-bilhoes-em-credito-imobiliario,141043,0.htm

Unknown disse...

Professor, farei uma pergunta bastante leiga mas é algo que até agora eu nao consegui entender. Como Pode o nosso país com um baixo-Médio indice de desemprego, com consumo em alta e uma inflação "sob controle" nao apresntar bons indices de crescimento? Pra onde esta indo o dinheiro deste consumismo desenfreado que estamos passando?

Anônimo disse...

Ficando sempre bem claro ser a política econômica da presidente, do centro político, entende-se melhor o problema pelo qual passa a economia.
O ministro é um executor e por dever, faz o que é mandado fazer. Embora possa ponderar, rejeitar, aconselhar mudanças...ou pedir demissão em casos extremos, tem de fazer o que lhe é mandado.
Em caso de acertos, a presidente é quem ganha os louros e garante alguns pontos a mais em sua (eventual ou virtual) disputa de um segundo mandato.
Se der tudo errado, antes de trocar de ministro, ainda há a crise na Europa, na UE, menor crescimento da China, EUA andando de lado etc. para ajudar nos discursos e justificativas.
Considerando que há três anos consecutivos (2010, 2011 e 2012)a inflação supera a meta e o ministro continua lá, só pode ser por isso.
Senão o ministro já poderia estar fora.
O mesmo para os juros e o BC.
Ou seja, o ministro e o BC, sem aval presidencial, não teriam abandonado o tripé da estabilidade, dentre outras medidas tomadas e que não deram certo.

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