sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Os segredos da Caixa Econômica Federal, da Petrobras, do BNDES, e das estatais

O governo federal tem usado e abusado da contabilidade criativa. Se no governo federal esta assim, imagine como não estará nos estados e municípios??? Se no governo federal, onde existe um bom número de experientes analistas vasculhando as contas públicas, a contabilidade criativa já destruiu a credibilidade do governo (hoje ninguém sabe exatamente o tamanho do rombo nas contas públicas), imaginem como não estará o caos nas contas de estados e municípios!!! Certamente 2015 será um ano de dolorosas descobertas referentes as finanças públicas.

Mas o objetivo desse post é outro: quero chamar a atenção para a contabilidade criativa que deve estar ocorrendo nas empresas estatais: CEF, Petrobras e BNDES são os exemplos mais óbvios. Essas empresas estatais tem tudo para piorarem ainda mais a já frágil situação fiscal brasileira.

A CEF tem se destacado por sua própria contabilidade criativa: já alertei sobre isso antes, e agora outra manchete que assusta envolvendo a CEF. Sim, vocês leram certo: a CEF repassou R$ 5 bilhões de créditos podres...

O BNDES não deixa por menos, já alertei sobre parte de suas manobras aqui. Mas a criatividade lá não tem fim. Numa dessas manobras o BNDES só lançará parte desses resultados em 2015, ou seja, o resultado de tais empréstimos não aparecerá nas contas públicas de 2014. Resumindo, o BNDES esta criando novos "esqueletos" para as contas públicas.

Na Petrobras fico só imaginando quando alguém for verificar os estoques (e o patrimônio) que a companhia afirma manter. Já já vão descobrir que a contabilidade criativa chegou lá também. Um exemplo óbvio é o caso da Refinaria de Pasadena. Por qual valor essa refinaria aparece na contabilidade da Petrobras? Esse é o valor real dessa refinaria? Tal como Pasadena, certamente existem outros ativos que estão supervalorizados na contabilidade da Petrobras.

Enfim, a contabilidade criativa dos estados, dos municípios, da CEF, do BNDES, da Petrobras, e de outras empresas estatais é apenas mais um dos efeitos maléficos da contabilidade criativa adotada pelo governo federal. Uma hora essa criatividade toda terá que ser paga...

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